Seja bem vindo ao Crie a ação já!
Seja uma poesia para acalentar a alma, seja uma música para enfurecer os ouvidos, sejam pinturas em muros para uma possível reflexão, seja uma muda de planta num canteiro de obras, seja qualquer ação que revele uma reação. Não importa se ela é pequena ou grande, qualquer mínima ação é necessaria para uma revolução. Espero que essa página cause discussão e movimentação, e que assim possamos soltar as armas de nossas almas e plantar flores em nossos canhões.
"O SER DO MUNDO É A ATIVIDADE."
Saudações
Revolução, amor!
"O SER DO MUNDO É A ATIVIDADE."
Saudações
Revolução, amor!
terça-feira, 11 de junho de 2013
Projeto que dorme na barriga, por enquanto
Imprevistos mais que imprevistos mais que acontecem. Erramos a data do edital do movimento pinte e plante na cidade. Mas não desanimamos [ mesmo o projeto ja tendo passado de mais de um ano só na cabeça], marcamos pro feriado que passou uma volta de bike e distribuição de mudas. Daí mais um imprevisto: trabalhos da faculdade. Depois outro imprevisto: gravidez. É, isso mesmo, estou grávida, no caso, estamos, eu e meu companheiro. É inevitável não pensar nesse momento nas duzentas mil coisas que você acha que faria, caso não estivesse esperando neném. Mas, depois de ler , de ter com meus bons amigos papos a respeito desse momento tão importante na vida de uma mulher, cheguei a conclusão de que imprevistos não são sinônimos de coisas negativas, pelo contrário, é um "te vira" que a vida te dar de uma maneira nada sutil, mas que te fortalece. Meu novo projeto ainda dorme no meu ventre, logo logo estará caminhando pela casa, cheirando flores e me chamando de mamãe. E só isso me importa. pintarei e plantarei com ele, por ele, por um mundo melhor. o mundo precisa mesmo de novos seres pra mudar toda essa era massacrada em que vivemos. O mundo precisa de pais como eu, que não serão iguais a pais como os meus, nem como os pais dos meus. Não que eles tenham sido ruins, longe disso. Mas as coisas mudaram, o mundo mudou, e se tudo der certo mudará ainda mais. Assim prefiro acreditar. Quero fazer isso com meu filho, agora mais do que nunca. e o movimento PP ganhará um novo membro, e isso me faz acreditar que faremos juntos um mundo mais viável. Não sou só eu que estou gerando, muitas amigas minhas também estão, e admiro muito a educação que elas dão para seus filhos. E assim, vamos indo, caminhando, o novo sempre traz o novo. E o novo muda o velho.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
QUEM SABE ASSIM
Ilustração: Marcelo Henrique
Pedalar é um ato de saudade.
Todo saudoso (ou saudosista) sente falta de um tempo aonde chegar levava-se tempo. Não precisamos defender a bicicleta como escudo contra o trânsito. Não se trata disso. As magrelas correm por que livres. Impô-las amarras as desvirtuaria.
Pedalar se faz antes com o coração que com as pernas. É no ritmo ditado pelo peito que nos movemos junto à mágica da correia dentada.
A pulsação leve de quem sente saudade é frágil. Necessário é ter-se carinho com quem se alimenta de lembranças. Uma raiva desenfreada pode destruir tal coração. A violência da pressa assassina o ciclista. Descuidado, desatenção, destinação cronometrada: são todos sintomas dos inimigos de um ciclista.
Somos exercedores de um cíclico ato de lembranças passadas. Preferimos a época onde cair e se arranhar – ainda que gravemente – fazia parte inerente e inquestionável do aprendizado. Sentir dor, fraturar-se, oferecer a pele da face ao asfalto, eram entendidos – naturalizados. Assimilados. Você não abandonava sua magrela por isso. Talvez até a deixasse de canto uns dias. Quem sabe outro pedalasse nela, mas logo voltavam. E agora mais habilidosos, sábios e cientes sobre o que fazer. A luta continuaria.
Antes da urgência hermética de um ar condicionado ambulante, os casais de pedaladores já davam as mãos sob o sol e punham-se a si rir junto à queda da chuva. Era um espetáculo. Ante a queda do outro, aquele que ainda estava de pé corria a pôr a mão sob o queixo do ser ferido: ‘vai passar e vamos prosseguir’.
Havia menos perguntas e mais rotas a serem percorridas. Parece-me que pedalar ajuda na descoberta de novos caminhos. ‘que tal irmos por ali?’. Lagoa do katu, trilhas de maracanaú, subidas de maranguape, areais de sabiaguaba, morros até a chegada na prainha. Por lá ainda estão os rastros dos amantes marcados como pequenas formas geométricas dispostas na profundidade marcante de um fino pneu.
Com um grito empoeirado de quem ficou no armário vendo os carros passarem eu falo em nome das bicicletas: Fortaleza necessita de mais calma, coração e amor. Deve recordar dos dias dos enamorados sujos de barro ou banhados por partículas da cor do ébano emanadas do asfalto. Nem todas as flores morrem quando postas ao vento. Muitas se embelezam inda mais.
Antes das ciclovias, ciclofaixas e paraninfos, antes de mais cálculos, torres de vigília, adesivos e leis – melhor seria mais cuidado. Sobretudo atenção.
Nós estamos aqui e vamos continuar. Para cada um que desiste talvez outro volte, pois pedalar é movimento: é ir e é voltar. Pode-se rasgar nosso estado do Parambú à pancada do mar. Pode-se mesmo ir para bem longe, onde o sotaque é quase outra língua e a fronteira se avizinha. Se tiveres motivo para voltar, portanto vá. As marcas do teu fino pneu estarão te guiando. Sem pressa, como uma magrela, como um amante sentado na beira da pista.
Que a cidade de fortaleza não continue a passar por cima dos seus. E justo os que mais a observam – homens e mulheres no dia e na noite do exercício de pedalar (degustando nossa metrópole pedaço por pedaço. Sem buzinas, sem falar mal dela): o ato supremo da calma, ou até da velocidade suada. Não queremos sempre perfumes e mãos dadas sobre o estofado e volantes. Muitas vezes um guidão nos é suficiente. Pôr a amada no varão, levá-la para longe. Ou, melhor ainda – pedalar ao seu lado vendo os carros passando. Isso é confiança. Contra as tristes estatísticas, muitos se juntam para prosseguir no ciclo das bicicletas. Devemos ser vistos. De nada adiantará exclusivas vias muradas sem a presença do respeito. Sem o arranhar da lógica do sempre limpo, sempre caro, sempre cômodo, permaneceremos vistos tal a faixa da rua que nos cabe – marginalizados, exprimidos, deixados de lado como quem atrapalha, como quem não convêm, como quem não interessa mais.
Saibamos que se pode voltar. Sempre poder-se-á voltar. Vamos continuar girando, todavia mudando. Não precisamos ser Amsterdã (que, aliás, não me convenceu sobre o seu proceder ciclístico. Do contrário, foi-me o extremo do que temo: a bicicleta como um carro pequeno capaz de contornar ruelas e acelerar fundo: ciclistas como motoristas enfurecidos e donos da mobilidade urbana). Podemos ser essa rocha mesma: FORTALEZA, mas amansada pela cor pelo cheiro pelo sal e pelo líquido do mar. Somos – ou já o fomos – por vezes calmos. Há um sol forte lá em cima e nem por isso desistimos. Podemos encontrar uma forma de nos movermos melhor por nossas ruas e avenidas inchadas. E não digo pedalando. Falo: respeitando.
Texto: CASIMIRO ALBUQUERQUE
sexta-feira, 5 de abril de 2013
O homem que sozinho plantou uma floresta do tamanho de 550 maracanãs.
http://www.hypeness.com.br/2013/04/este-homem-plantou-sozinho-uma-floresta-do-tamanho-equivalente-a-550-maracanas/
Quem foi que disse que uma única pessoa não modifica nada? Imagina se várias fizessem isso. Sim, são coisas como essas que me fazem acreditar que ainda existe luz ao fim do túnel. Talvez não precisemos chegar lá no fundo. Ah como seria bom se o planeta parasse de pensar em consumir e começasse a viver de verdade, longe da prisão que o capital nos causa. Uma educação libertadora talvez modificasse muitas coisas.
Liberdade,
livre,
liberto,
libertação.
Precisamos e necessitamos ser livres de tudo que criamos e que nos aprisiona. Dizem que o homem muda a partir de suas necessidades, confere? Então? Voce não sente essa necessidade gritante da coletividade deixar de adotar esse modo de vida DOENTIO?
Uma pessoa faz a diferença sim.
Quem foi que disse que uma única pessoa não modifica nada? Imagina se várias fizessem isso. Sim, são coisas como essas que me fazem acreditar que ainda existe luz ao fim do túnel. Talvez não precisemos chegar lá no fundo. Ah como seria bom se o planeta parasse de pensar em consumir e começasse a viver de verdade, longe da prisão que o capital nos causa. Uma educação libertadora talvez modificasse muitas coisas.
Liberdade,
livre,
liberto,
libertação.
Precisamos e necessitamos ser livres de tudo que criamos e que nos aprisiona. Dizem que o homem muda a partir de suas necessidades, confere? Então? Voce não sente essa necessidade gritante da coletividade deixar de adotar esse modo de vida DOENTIO?
Uma pessoa faz a diferença sim.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Montanhas Bolivianas
(texto retirado do meu diário de uma viagem de 2010)
Entre montanhas senti em meu rosto o vento forte e gelado da natureza, livre e nua como só ela poderia ser.
A morte me pareceu tranquila, alí, ela não me afligia, embora tudo ao redor cheirasse a sangue e lágrimas de milhões de mortos em dias de exploração e escravidão.
Pensei em todos que amo com muito amor. Um amor despreocupado, amor de bicho, amor que une mesmo longe, amor que não morre e que reconhece. Lembrei dos macacos que vi no zoológico brincando, insultando, roubando a atenção. Ali estava amor, o mais puro que vi.
Pensei no quanto, por vezes, não amamos, o quanto nos afogamos na sonoridade irritante das cidades, do papel (dindin) e do que nem percebemos o que é. Tive a sensação de nada saber do amor.
Mas naquele instante, em cima de um caminhão boliviano, dividindo o mesmo espaço/momento/tempo com meus companheiros Thyci, Davidi e Jão, o vento soprou meus cabelos e minha roupa, o céu estava próximo de nossos pensamentos, assim como o sol a se esconder pintava o azul-céu de rosa chocante. Alí, por um instante, eu senti o amor.
E todo mal se desfez, não havia mágoa ou dor. Pensei ser a felicidade, mas não sei. Não sei se as palavras equivalem as idéias e se as idéias equivalem ao sentir. Eu sinto saudade, sinto a dor de outrem, sinto a mudança junto as montanhas passarem. E quero pintá-las, desbravá-las, me vestir delas. Vejo desenhos, seios, braços, rostos, nus e pássaros.
Existe um prazer estético que não entendo, existe uma distorção de intenções. Existe uma falta de amor em nossas relações com o mundo que também não entendo. Existe um monte de coisas, mas, por vezes, parece mais fácil optar pelo sofrimento, pelo imediato, por falta de tentativas por algo melhor.
Daniele L. Jucá
Entre montanhas senti em meu rosto o vento forte e gelado da natureza, livre e nua como só ela poderia ser.
A morte me pareceu tranquila, alí, ela não me afligia, embora tudo ao redor cheirasse a sangue e lágrimas de milhões de mortos em dias de exploração e escravidão.
Pensei em todos que amo com muito amor. Um amor despreocupado, amor de bicho, amor que une mesmo longe, amor que não morre e que reconhece. Lembrei dos macacos que vi no zoológico brincando, insultando, roubando a atenção. Ali estava amor, o mais puro que vi.
Pensei no quanto, por vezes, não amamos, o quanto nos afogamos na sonoridade irritante das cidades, do papel (dindin) e do que nem percebemos o que é. Tive a sensação de nada saber do amor.
Mas naquele instante, em cima de um caminhão boliviano, dividindo o mesmo espaço/momento/tempo com meus companheiros Thyci, Davidi e Jão, o vento soprou meus cabelos e minha roupa, o céu estava próximo de nossos pensamentos, assim como o sol a se esconder pintava o azul-céu de rosa chocante. Alí, por um instante, eu senti o amor.
E todo mal se desfez, não havia mágoa ou dor. Pensei ser a felicidade, mas não sei. Não sei se as palavras equivalem as idéias e se as idéias equivalem ao sentir. Eu sinto saudade, sinto a dor de outrem, sinto a mudança junto as montanhas passarem. E quero pintá-las, desbravá-las, me vestir delas. Vejo desenhos, seios, braços, rostos, nus e pássaros.
Existe um prazer estético que não entendo, existe uma distorção de intenções. Existe uma falta de amor em nossas relações com o mundo que também não entendo. Existe um monte de coisas, mas, por vezes, parece mais fácil optar pelo sofrimento, pelo imediato, por falta de tentativas por algo melhor.
Daniele L. Jucá
Edital Criativo e a possibilidade do Movimento PP
Segue abaixo o Link para o edital criativo da vereadora do psol Toinha Rocha, e meus parabéns a ela por essa iniciativa, no edital ela explica o por que de lançá-lo e de onde vem essa grana que será bem gasta:
http://toinharocha.com.br/sites/default/files/documentos/edital-cidade-em-movimento-1.pdf
é um edital muito livre e muito agradável, ah se todo edital fosse assim.
Bem, há dois anos atrás falamos em formar um grupo que aplicariam um tal de terror poético na cidade gravando nos muros e paredes frases simples e de fácil entendimento que cause alguma reflexão e tire as pessoas por alguns minutos da correria mental desenfreada do dia a dia, e também plantar mudas por Fortaleza, já que nossa cidade carece de verde. Por isso o nome Movimento PP, Pinte e plante a cidade.
E embora não ganhemos esse edital, começaremos a botar o plano em prática e isso já é muito animador: começar. E, aliás, esse blog foi criado na tentativa de postar as ações feitas pelo grupo PP. E olha que coisa, acabou que não se concretizou por motivos de, bem, aqueles que todos nós enfrentamos nas cidades "grandes": embaraço, ou melhor ainda, embassos de origens diversas, caos. Mas, acredito que dessa vez saia, com ou sem edital. Claro que ganhando será bem melhor né? Afinal, teremos uma mínima renda para comprar os materiais e nos deslocarmos rumo as ações. Compartilho minha felicidade com voces em voltar a pensar e botar em prática essas idéias, e compartilho também o edital para quem quer que seja botar as suas idéias em prática também. Precisamos aproveitar bem essa grana destinada a arte e mobilidades culturais na nossa cidade, pois, quando não bem aproveitada essa grana volta e no proximo edital vem bem menos dinheiro. E vale lembrar que é bom fazer algo por amor, por vontade, e não por dinheiro. Senão, o papo será sempre mais do mesmo. Vamos mudar né? Não precisamos ser tradicionais e fazer tudo que as outras gerações passadas fizeram. Podemos tentar entender a atualidade e mudar de tática, sem repetir os mesmos erros. Talvez não vejamos tudo mudar, mas podemos dar uma força na mudança.
Abraços de esperança,
Daniele L. Jucá
http://toinharocha.com.br/sites/default/files/documentos/edital-cidade-em-movimento-1.pdf
é um edital muito livre e muito agradável, ah se todo edital fosse assim.
Bem, há dois anos atrás falamos em formar um grupo que aplicariam um tal de terror poético na cidade gravando nos muros e paredes frases simples e de fácil entendimento que cause alguma reflexão e tire as pessoas por alguns minutos da correria mental desenfreada do dia a dia, e também plantar mudas por Fortaleza, já que nossa cidade carece de verde. Por isso o nome Movimento PP, Pinte e plante a cidade.
E embora não ganhemos esse edital, começaremos a botar o plano em prática e isso já é muito animador: começar. E, aliás, esse blog foi criado na tentativa de postar as ações feitas pelo grupo PP. E olha que coisa, acabou que não se concretizou por motivos de, bem, aqueles que todos nós enfrentamos nas cidades "grandes": embaraço, ou melhor ainda, embassos de origens diversas, caos. Mas, acredito que dessa vez saia, com ou sem edital. Claro que ganhando será bem melhor né? Afinal, teremos uma mínima renda para comprar os materiais e nos deslocarmos rumo as ações. Compartilho minha felicidade com voces em voltar a pensar e botar em prática essas idéias, e compartilho também o edital para quem quer que seja botar as suas idéias em prática também. Precisamos aproveitar bem essa grana destinada a arte e mobilidades culturais na nossa cidade, pois, quando não bem aproveitada essa grana volta e no proximo edital vem bem menos dinheiro. E vale lembrar que é bom fazer algo por amor, por vontade, e não por dinheiro. Senão, o papo será sempre mais do mesmo. Vamos mudar né? Não precisamos ser tradicionais e fazer tudo que as outras gerações passadas fizeram. Podemos tentar entender a atualidade e mudar de tática, sem repetir os mesmos erros. Talvez não vejamos tudo mudar, mas podemos dar uma força na mudança.
Abraços de esperança,
Daniele L. Jucá
domingo, 9 de setembro de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
OS DONOS DA TERRA
Os donos da terra
Quem disse que não há índios no ceará
Nunca ouviu falar em tupinambá,
Desconhece os jenipapo-kanindé,
Nem desconfia que existe Tremembé.
Na verdade tem índio em todo canto por aqui
Em pacatuba e Maracanaú tem pitaguary
E espalhados no ceará ainda tem
Tapeba, Paiaku, Kalabaça, e Potiguara
Kanindé, kariri e Tabajara,
Esses são os povos indígenas do ceará
Que estão de cabeça erguida a lutar
Se organizando, crescendo e reivindicando
Uns aos outros ajudando
Os índios já aprenderam a lição
Após ler a constituição
Ficaram sabendo que têm direito a sua terra demarcada
Educação digna e diferenciada,
Que têm direito a saúde de qualidade é questão de dignidade
Mas o povo Pitaguary
Por não falar o tupi
É bastante discriminado
Só aceitam índio nu, como no passado
A situação se repete em toda área nacional,
Em um dia especial
O índio é lembrado em todo local
É dezenove de abril
O índio é lembrado em todo Brasil
Neste dia se ensina que índio é feliz
Que tem vida a que quis
Vive comendo tudo que é raiz
Com a maracá a balançar
Todos o toré vão dançar
Dizem que índio que é animal
E esquecem de dizer que é racional
O não-índio é engraçado
Não quis ver índio despido
E hoje que esta vestido, quer vê-lo pelado
O índio como o branco também evoluiu,
Vestiu roupas e, em vez de oca, casa construiu
Não deixou sua cultura morrer
Isso nem precisava dizer
Quando adoece vai a mata a procura
De planta que traz a cura
Confiar em planta medicinal é herança cultural
E como se assustaria Cabral
Se soubesse que índio ainda existe
Sofreu e sofre, mas de ser o que é não desiste
E como Cabral ficaria irritado
Se soubesse que já soubesse em todo país ocupado
Que antes de sua chegada
O Brasil já era uma nação habitada
Dos donos a terra foi roubada
Tendo sua riqueza explorada
O indo foi obrigado a trabalhar
Para o rei de Portugal enricar
Como se não bastasse a invasão
O índio conheceu a escravidão
E por culpa do Europeu
O índio foi quem sofreu.
Marilene Lopes da Silva,
Índia Pitaguary
(retirado do livro: Ceará terra da luz, terra dos índios.)
terça-feira, 6 de março de 2012
PARA A CARAVANA SERES DE LUZ
Depois de muito tempo sem postar, pela correria e por várias outras falhas na minha conjectura . Me aparece algo que acende o fogo da vida, a vida bem vivida, o que se aproxima de uma vida digna pra nós. Ou a busca por ela. Nada faz mais o meu coração palpitar do que a ação: viajar. E quando é de bike, aí pronto, o negócio me apaixona. Vai sair uma caravana de bicicleta numa rota incrível até a Patagônia do Chile, levando junto ao pedal vivencias e aprendizados permaculturais. Nada melhor do que apresentar por onde se passa maneiras diferentes de se viver a vida, construir, reciclar, reutilizar ou melhor, AMAR. Nada melhor do que mostrar além da chegada de ares de outros lugares pras pessoas da cidade, que outra realidade é possível . Quando a vida bate pouco em nossos corações, e se faz algo para mudar, essa atitude é louvável. Então todas minhas forças, bons pensamentos, vontade de tá junto, e tudo de bom que houver no caminho eu desejo a vocês: CARAVANA SERES DE LUZ! É muito válida e grandiosa essa viagem de vocês. É MUITO HUMANA.
Com certeza vocês serão luz para muitos no caminho, farão a história de muitas pessoas que cruzarem na viagem, serão exemplos para crianças, serão a alegria do dia para a moçada. Muito massa!
FORÇA NO PEDAL!!!
http://caravanasearadeluz.blogspot.com/
Com certeza vocês serão luz para muitos no caminho, farão a história de muitas pessoas que cruzarem na viagem, serão exemplos para crianças, serão a alegria do dia para a moçada. Muito massa!
FORÇA NO PEDAL!!!
http://caravanasearadeluz.blogspot.com/
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
ARROCHA O NÓ QUE A HORA É ESSA
Uma mudança histórica se anuncia. A situação internacional é mesclada de crise global do capital, crises políticas, e crise do imperialismo. Os grandes estão enfraquecidos, afinal, a economia os move, ela é o coração do capitalismo. E o que é a crise econômica? A definição de Daniel Romero, do Ilaese, é bem simples e direta: "A crise econômica, em modo grosso, é a interrupção do processo de acumulação do capital, quando não se consegue obter lucros com novos investimentos". E desde meados de 2006 anunciou-se essa crise, que tem passado por altos e baixos. Ano passado, a lucratividade de alguns países reagiu levemente, fazendo a economia mover-se. Mas, a ameaça de uma nova depressão é constante. Nós, o povo, os trabalhadores, os viventes interessados em outro sistema, têmos a mudança do rumo da história em nossa mãos. Pois, é a luta de classes(dominante/dominado) que vai decidir o curso da crise econômica. Temos que ser mais fortes que os dominantes, e somos, se o que alrmejar-mos for diferente do sonho de um dia tornar-nos motores do capitalismo. Afinal, as saídas são claras: ou reformas sociais, ou contra reformas, ou contra revolução, ou REVOLUÇÃO. Está em nossas mãos. E que seja feito.
"Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer." Vandré, G.
"Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer." Vandré, G.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Cannabis Medicinal, Introdução ao cultivo indoor
http://cultivomedicinal.mercadoshops.com.br/
Faça você mesmo, plante a semente da legalização.
Donde já se viu, ser ilegal plantar uma plantinha que só traz bem?
Só nesse sistema fim de mundo mesmo pra acontecer isso.
E você? Vai continuar acreditando nas historinhas que te contam?
Plante
Pense
Mude
Levanta da cadeira,
se quer legalizar,
que tal começar a plantar?
É mais fácil do que esperar a carterinha do Bob Marley na banquinha mais próxima, por que se não, a porra toda vai continuar sendo a porra toda, o governo vai continuar a lucrar, trabalhadores serão ainda mais explorados, e usuários serão alvo X do mercado '"legal".
Faça você mesmo, plante a semente da legalização.
Donde já se viu, ser ilegal plantar uma plantinha que só traz bem?
Só nesse sistema fim de mundo mesmo pra acontecer isso.
E você? Vai continuar acreditando nas historinhas que te contam?
Plante
Pense
Mude
Levanta da cadeira,
se quer legalizar,
que tal começar a plantar?
É mais fácil do que esperar a carterinha do Bob Marley na banquinha mais próxima, por que se não, a porra toda vai continuar sendo a porra toda, o governo vai continuar a lucrar, trabalhadores serão ainda mais explorados, e usuários serão alvo X do mercado '"legal".
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Movimento PP
(A idéia do nome foi dada pelo amigo Davidi, que sempre tem boas idéias) PP = Pinte e plante a cidade.
Vamo nessa, combinar stencil, cor e mudas de árvores na nossa Fortaleza? Quem se habilita?
Depois dessas datas festivas, o PP vai começar a aplicar o terror poético na cidade. Quem tiver afim é só chegar junto, cada um, se preferir faz em casa mesmo seu stencil e aí a gente pode combinar de aplicá-lo pela noite. No caso das mudas, já comecei a preparar as algumas, daí um amigo, Carlos André (Dedé), deu a idéia de cada um fazer um mapinha, afinal cada um tem sua rotina, seus caminhos diferentes pela cidade, e aí quando sair de casa já sai sabendo onde vai plantar a muda. E assim fica mais fácil o negócio se espalhar pela cidade. E como é muito difícil articular para que a galera interessada esteja junto, fica melhor individualizar um pouco o processo. Cada um planta onde achar que é legal plantar. Então é isso, o negócio é fazer. E só pra lembrar as vocês, saiu aí nas estatisticas, que FORTALEZA TEM SÓ 2,3% DE ÁREAS VERDES. Ou seja, O NEGÓCIO TÁ SERIO. O poeta nos diz: é preciso mais do que nunca seguir. Eu digo: é preciso mais do que nunca plantar !!!!!
ENTÃO VAMOS PINTAR E PLANTAR A CIDADE!!!!!
Vamo nessa, combinar stencil, cor e mudas de árvores na nossa Fortaleza? Quem se habilita?
Depois dessas datas festivas, o PP vai começar a aplicar o terror poético na cidade. Quem tiver afim é só chegar junto, cada um, se preferir faz em casa mesmo seu stencil e aí a gente pode combinar de aplicá-lo pela noite. No caso das mudas, já comecei a preparar as algumas, daí um amigo, Carlos André (Dedé), deu a idéia de cada um fazer um mapinha, afinal cada um tem sua rotina, seus caminhos diferentes pela cidade, e aí quando sair de casa já sai sabendo onde vai plantar a muda. E assim fica mais fácil o negócio se espalhar pela cidade. E como é muito difícil articular para que a galera interessada esteja junto, fica melhor individualizar um pouco o processo. Cada um planta onde achar que é legal plantar. Então é isso, o negócio é fazer. E só pra lembrar as vocês, saiu aí nas estatisticas, que FORTALEZA TEM SÓ 2,3% DE ÁREAS VERDES. Ou seja, O NEGÓCIO TÁ SERIO. O poeta nos diz: é preciso mais do que nunca seguir. Eu digo: é preciso mais do que nunca plantar !!!!!
ENTÃO VAMOS PINTAR E PLANTAR A CIDADE!!!!!
A perfeita consciência ecológica da terceira idade
Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.
A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.
O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
Fonte: http://reciclavelxdescartavel.wordpress.com/category/meio-ambiente/
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.
A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.
O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
Fonte: http://reciclavelxdescartavel.wordpress.com/category/meio-ambiente/
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O importante é o que importa
O que importa
é o azul do céu,
se for claro, que tenha nuvens,
se for escurecido,
que tenha estrelas.
O que importa
é o mar,
na infinitude de suas águas,
eu perco o olhar.
O que importa
é um banho de rio,
depois de passar
na lama do mangue,
nadar como um tupinambá.
O que importa
é o fim de tarde
colorido-embassado
na ponte da Barra.
O que importa
é pescar um peixe
e armar uma rede.
O que importa
são abraços calorosos
e beijos melados.
O que importa
é deitar no ventre da terra
e ver o dia passar
como que feito por ela.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Belo Monte de Bosta
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