(A idéia do nome foi dada pelo amigo Davidi, que sempre tem boas idéias) PP = Pinte e plante a cidade.
Vamo nessa, combinar stencil, cor e mudas de árvores na nossa Fortaleza? Quem se habilita?
Depois dessas datas festivas, o PP vai começar a aplicar o terror poético na cidade. Quem tiver afim é só chegar junto, cada um, se preferir faz em casa mesmo seu stencil e aí a gente pode combinar de aplicá-lo pela noite. No caso das mudas, já comecei a preparar as algumas, daí um amigo, Carlos André (Dedé), deu a idéia de cada um fazer um mapinha, afinal cada um tem sua rotina, seus caminhos diferentes pela cidade, e aí quando sair de casa já sai sabendo onde vai plantar a muda. E assim fica mais fácil o negócio se espalhar pela cidade. E como é muito difícil articular para que a galera interessada esteja junto, fica melhor individualizar um pouco o processo. Cada um planta onde achar que é legal plantar. Então é isso, o negócio é fazer. E só pra lembrar as vocês, saiu aí nas estatisticas, que FORTALEZA TEM SÓ 2,3% DE ÁREAS VERDES. Ou seja, O NEGÓCIO TÁ SERIO. O poeta nos diz: é preciso mais do que nunca seguir. Eu digo: é preciso mais do que nunca plantar !!!!!
ENTÃO VAMOS PINTAR E PLANTAR A CIDADE!!!!!
Seja bem vindo ao Crie a ação já!
Seja uma poesia para acalentar a alma, seja uma música para enfurecer os ouvidos, sejam pinturas em muros para uma possível reflexão, seja uma muda de planta num canteiro de obras, seja qualquer ação que revele uma reação. Não importa se ela é pequena ou grande, qualquer mínima ação é necessaria para uma revolução. Espero que essa página cause discussão e movimentação, e que assim possamos soltar as armas de nossas almas e plantar flores em nossos canhões.
"O SER DO MUNDO É A ATIVIDADE."
Saudações
Revolução, amor!
"O SER DO MUNDO É A ATIVIDADE."
Saudações
Revolução, amor!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
A perfeita consciência ecológica da terceira idade
Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.
A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.
O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
Fonte: http://reciclavelxdescartavel.wordpress.com/category/meio-ambiente/
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.
A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.
O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
Fonte: http://reciclavelxdescartavel.wordpress.com/category/meio-ambiente/
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O importante é o que importa
O que importa
é o azul do céu,
se for claro, que tenha nuvens,
se for escurecido,
que tenha estrelas.
O que importa
é o mar,
na infinitude de suas águas,
eu perco o olhar.
O que importa
é um banho de rio,
depois de passar
na lama do mangue,
nadar como um tupinambá.
O que importa
é o fim de tarde
colorido-embassado
na ponte da Barra.
O que importa
é pescar um peixe
e armar uma rede.
O que importa
são abraços calorosos
e beijos melados.
O que importa
é deitar no ventre da terra
e ver o dia passar
como que feito por ela.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Belo Monte de Bosta
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Sobre uma viagem (só pra relembrar o importante que é viajar.)
[São Paulo - Rancharia - Corumbá - Puerto Quijaro - Santa Cruz de La Sierra - Cochabamba - Oruro - Popo - Oruro - Potosi. No dia que escrevi, estava sentada numa sala de um estádio na cidade que eu conheceria de cabo a rabo, e nessa mesma cidade, um grande amigo se apaixonaria por uma boliviana (eu e maguim também nos apaixonaríamos por ela, mas de modo diferente) e até hoje ele está lá, com ela. Depois dessa cidade, deixariamos de ser 10 viajantes e nos tornariamos 4. Mas aí é outra estória.]
Na agenda em que eu escrevia tinha assim:
Para onde seguir, eu vou,
saudade, mochila, pessoas, pensamentos, tudo comigo.
A descoberta natural, meu instinto, meus limites,
minha fome, meu pouco espanhol, meu nada que vira nosso.
Não sou,
somos !
Somos dez fatias repartidas: pão, sala, dormida.
Estrada, da janela se vê,
os olhos não alcançam o que o pensamento quer dizer.
Pachamama faz a terra tremer,
dentro do meu coração,
Treme TUDO!
Todo carinho aos companheiros: Thicy, David, Mezenga, Dani, Maguim, João, Poste, Saulim, Caleb, Laura.
Na agenda em que eu escrevia tinha assim:
Para onde seguir, eu vou,
saudade, mochila, pessoas, pensamentos, tudo comigo.
A descoberta natural, meu instinto, meus limites,
minha fome, meu pouco espanhol, meu nada que vira nosso.
Não sou,
somos !
Somos dez fatias repartidas: pão, sala, dormida.
Estrada, da janela se vê,
os olhos não alcançam o que o pensamento quer dizer.
Pachamama faz a terra tremer,
dentro do meu coração,
Treme TUDO!
Todo carinho aos companheiros: Thicy, David, Mezenga, Dani, Maguim, João, Poste, Saulim, Caleb, Laura.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Eduardo Galeano
"De nuestros miedos
nacen nuestros corajes
y en nuestras dudas
viven nuestras certezas.
Los sueños anuncian
otra realidad posible
y los delirios otra razón.
En los extravios
nos esperan hallazgos,
porque es preciso perderse
para volver a encontrarse."
Eduardo Galeano
nacen nuestros corajes
y en nuestras dudas
viven nuestras certezas.
Los sueños anuncian
otra realidad posible
y los delirios otra razón.
En los extravios
nos esperan hallazgos,
porque es preciso perderse
para volver a encontrarse."
Eduardo Galeano
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Muito além do Cidadão Kane - Documentário
Além do Cidadao Kane
1:33:02 - 5 anos atrás
Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. - Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. - Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. - Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. - Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. "Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
As cidades invisíveis, Calvino
"...por que o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente ao qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado remoto. Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos. (...)
Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos. (...) Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá. "
As cidades invisíveis, Italo Calvino
Estou compartilhando esse trecho Fantástico com meus amigos que sabem a delícia de estar parado em movimento, e a dor de parar ficando. Lembro-me ao lê-lo, das passagens de ônibus e bicicleta, onde a mente reflete sobre a vida, como se a vida pudesse ser reconhecida. Esse momento é o único em que realmente estamos na vida para a vida e pensando sobre a vida. Como se ela e a gente pudessemos sermos um, na infinitude de sua verdade.
Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos. (...) Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá. "
As cidades invisíveis, Italo Calvino
Estou compartilhando esse trecho Fantástico com meus amigos que sabem a delícia de estar parado em movimento, e a dor de parar ficando. Lembro-me ao lê-lo, das passagens de ônibus e bicicleta, onde a mente reflete sobre a vida, como se a vida pudesse ser reconhecida. Esse momento é o único em que realmente estamos na vida para a vida e pensando sobre a vida. Como se ela e a gente pudessemos sermos um, na infinitude de sua verdade.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Banksy, Esse cara é foda!
Sobre suas obras: São carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade. Apesar de não fazer caricaturas ou obras humorísticas, não raro, a primeira reação de um observador frente a uma de suas obras será o riso. Espontâneo, involuntário e sincero, assim como suas obras.
Imagens gravadas em muros:
Sobre ele: Banksy é o pseudônimo de um grafiteiro, pintor, ativista político e diretor de cinema inglês. Sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estencil. Seus trabalhos de comentários sociais e políticos podem ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades por todo o mundo. O trabalho de Banksy nasceu da cena alternativa de Bristol, e envolveu colaborações com outros artistas e músicos. De acordo com o designer gráfico e autor Tristan Manco, Banksy nasceu em 1974 em Bristol (Inglaterra), onde também foi criado. Filho de um técnico de fotocopiadora, começou como açougueiro mas se envolveu com graffiti durante o grande boom de aerosol em Bristol no fim da década de 80. Observadores notaram que seu estilo é muito similar à Bleck Le Rat, que começou a trabalhar com estencils em 1981 em Paris, e à campanha de graffiti feita pela banda anarco-punk Crass no sistema de tubulação de Londres no fim da década de 70. Conhecido pelo seu desprezo pelo governo que rotula graffiti como vandalismo, Banksy expõe sua arte em locais públicos como paredes e ruas, e chega a usar objetos para expô-las. Banksy não vende seus trabalhos diretamente, no entanto, sabe-se que leiloeiros de arte tentaram vender alguns de seus graffitis nos locais em que foram feitos e deixaram o problema de como remover o desenho nas mãos dos compradores. O primeiro filme de Banksy, ‘Exit through the Gift Shop’, teve sua estréia no Festival de Filmes de Sundance. Foi oficialmente lançado no Reino Unido no dia 5 de março de 2010 e em janeiro de 2011 foi nomeado para o oscar de Melhor Documentário.
É bom sempre lembrar dos melhores!!!!
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